Empreender é um ato importante para a sociedade
Assumir riscos e sair da zona de conforto para criar uma nova fonte de renda faz girar a economia.

Ato de empreender é fazer dos problemas e das situações de crise, uma oportunidade para crescer e se desenvolver em determinadas áreas de atuação. É criar novas soluções para o mercado, investir recursos em criações de negócios, bens de consumo e beneficiar a sociedade. Um empreendedor deve assumir riscos, sair de sua zona de conforto, na intenção de gerar um novo produto, criando assim, uma nova fonte de renda.
Os resultados obtidos pelo Brasil em algumas pesquisas permitem uma boa expectativa em relação ao futuro do empreendedorismo no país. Segundo pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o Brasil é líder no ranking de países com empreendedores em 2018, com o segundo melhor desempenho de sua história. O país subiu para 109ª posição no ranking global de países com maior facilidade de fazer negócios do Banco Mundial. Segundo o Fórum Econômico Mundial, o Brasil é o 30° país com a melhor disponibilidade de capital para investir, segundo o Fórum Econômico Mundial.

O empreendedorismo no país, vem conquistando número relevantes. De acordo com a pesquisa da GEM com parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), 34,5% das pessoas com idades entre 28 e 64 anos tem ou já passaram pela experiência de abrir o seu próprio negócio. Superando superpotências econômicas como a China, com uma taxa de 26,7% e os Estados Unidos com 20%. Metade destes negócios tem menos de três anos e meio de funcionamento. A pesquisa também revelou que o ato de empreender é o terceiro maior sonho do brasileiro, com 16% da população, perdendo apenas para o sonho da casa própria e o de viajar. Segundo a pesquisa, 71% daqueles que abrem o seu próprio negócio no Brasil, tem como motivação a satisfação de ter a sua própria empresa.
Dificuldades de empreender no Brasil
O Brasil é um país economicamente instável. As crises econômicas têm como uma de suas consequências o desemprego, fazendo com que algumas pessoas abram o seu próprio negócio. Nos últimos anos houve um crescimento no ambiente empresarial, mesmo em um cenário de crise, os números vêm crescendo no Brasil.

Há muitas dificuldades no caminho de um empreendedor brasileiro. Além da crise econômica, o país sofre com as altas taxas tributárias. Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil tem a 14ª maior taxa tributária do mundo, equivalente a 32% do PIB. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) são mais de 11.500 normas tributarias no país. A concorrência informal, segundo o IBGE, cresceu 51% em 2018, em comparação com 2017, além de dificuldades na gestão dos negócios. O Economista Igor Caixeta disse que a burocracia é uma realidade e pode tirar a vontade de quem quer empreender, criar seu próprio negócio.
A burocracia não é a única dificuldade no caminho de quem quer empreender. Segundo o administrador Carlos Alberto Duczmal, o brasileiro já está acostumado com todo esse processo. Igor Caixeta, alerta para as dificuldades encontradas no momento da contratação de um novo funcionário: "Hoje é difícil contratar pessoas que compram a ideia da empresa e fazem daquilo um sonho compartilhado”. Em sua opinião, o fato de poder contratar um funcionário não empenhado, com o risco iminente de saída, deve fazer parte das análises de riscos de uma empresa. Para ele, o principal desafio para um pequeno empreendedor no Brasil, é a concorrência desleal com as grandes empresas, que formam um oligopólio em determinados setores do mercado. Como por exemplo, o setor bancário. "Nós temos quatro ou cinco grandes bancos que não deixam os outros crescerem”, afirma o economista.
O assunto ligado aos oligopólios é bem divergente, algumas pessoas defendem, argumentando que essas empresas dominaram o mercado através do próprio mérito. Já outras, afirmam que na maioria das vezes, esse domínio é feito através da formação de cartéis, onde as empresas dominantes fazem acordos entre si, na intenção de controlar os preços dos produtos comercializados no mercado. Um exemplo de oligopólio no Brasil é, no mercado de telecomunicações, existem mais de quatro mil empresas autorizadas a prestarem serviços. Porém, cerca de 90% dos acessos estão restritos a apenas quatro empresas.
O futuro do empreendedorismo no país
As expectativas para o futuro, em alguns setores, são positivas. O crescimento dos números de novos empreendimentos no país deve continuar, por mais alguns anos. O empreendedorismo está se tornando, cada vez mais, comum na vida dos brasileiros. O surgimento de novas franquias e alguns setores como alimentação e desenvolvimento de aplicativos e softwares para prestação de serviços, são algumas das apostas para o futuro do Empreendedorismo no país.

O mercado de alimentação fora de casa é o que mais cresceu no Brasil, com aumento de 12% ao ano. Essa área gera 450 mil novas vagas de empregos, segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.
A dica de muitos empresários do ramo, é investir em contabilidade especializada em bares, restaurantes e entretenimento. Com a ajuda de um profissional de ciências contábeis, o empreendedor poderá criar um bom planejamento de negócios.
O contador deve ter noções básicas de cálculos e relatórios e também de relações com fornecedores e de possíveis canais de marketing. Ele também é capaz de manter o estabelecimento funcionando, dentro da lei, recolhendo o mínimo de impostos possível, gerando mais lucros para quem quer investir neste ramo.

As startups também vêm se destacando no mercado nacional gerando novos tipos de empreendimento. De acordo com dados da Associação Latino-americana de Private Equity e Venture Capital (Lavca), os investimentos nessa área cresceram 51% no Brasil, apostando em inovações tecnológicas para o mercado.
Em 2018, o Brasil alcançou o número de cinco unicórnios, startups que ultrapassam US$ 1
bilhão em valor de mercado. O país saiu de zero para cinco unicórnios em apenas um ano, em um mercado de mais de 10 mil startups espalhadas pelo país. A expectativa, segundo a ABStartups, é de que em 2019 o Brasil aumente ainda mais seu número de startups com valor superior a 1 bilhão de dólares. Parte deste crescimento se deve ao aumento dos investimentos estrangeiros, principalmente da China, no mercado nacional, com grupos de investidores adquirindo ações de startups brasileiras.
A tecnologia é uma grande aliada do empreendedorismo. Entre os benefícios estão a segurança em relação aos dados sigilosos da empresa; a inteligência artificial é muito utilizada no atendimento ao cliente, ela tem a capacidade de resolver problemas e de raciocinar assim como os humanos. Ela também contribui no aumento da produtividade, auxiliando as equipes de trabalho no processo de produção; outra contribuição fundamental da tecnologia no empreendedorismo é a aproximação com o público, através de respostas aos comentários nas redes sociais, por exemplo. As redes sociais vêm se tornando tendências no processo de divulgação das empresas.

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